Gucci FW 18 e a reflexão através da nossa identidade

22/02/2018

A semana de moda de Milão começou com tudo: o desfile da Gucci foi um show à parte e muito mais que um desfile de moda, foi um convite à reflexão da nossa própria identidade, mas pra você entender, vamos falar sobre cada detalhe! Pra começar, a locação já era chocante: a passarela estava transformada em uma sala de cirurgias, com macas e iluminação especial, como se estivéssemos dentro de um hospital mesmo. Mas Alessandro Michele queria representar muito mais do que isso: ele queria um espaço para representar o ato criativo, o laboratório que ele tem em sua própria cabeça, já que seria o mesmo trabalho de um físico ou cirurgião, com o ato de cortar, emendar e reconstruir materiais e tecidos para criar novas peças com eles. Só até aí já dá pra ter noção da dimensão do desfile, né? Mas o cenário foi só o começo!

Os modelos eram transumanos, numa metáfora de Alessandro sobre como as pessoas constroem sua identidade: "Nós somos o Dr. Frankenstein de nossas vidas", disse o estilista. Nós mesmos nos reinventamos constantemente e atualmente temos a capacidade de mudar a condição natural em que nascemos: "agora, temos que decidir o que queremos ser", ele disse. E faz todo o sentido! Ele ainda declarou que: "Nós existimos para nos reproduzir, mas seguimos em frente. Estamos em uma era pós-humana, com certeza; que está em andamento." 

Pra representar os transumanos, o estilista levou à passarela modelos segurando suas próprias cabeças, outros com um terceiro olho, olhos nas mãos, outro com um dragão bebê nos braços, alguns tinham seus rostos cobertos por touca de malha, sugerindo um estado pós operatório, outros com monocelhas. Tudo pra causar impacto e nos fazer realmente refletir, o que somos, como nos transformamos e o que podemos ser. E como fazemos essa construção? O que nos influencia?

A tecnologia, o cinema, as redes sociais e as marcas nos influenciam constantemente na construção da identidade e as roupas trouxeram exatamente essas referências: Paramount, Sega, Yankees e a Gucci, é claro, eram algumas das marcas representadas pelas roupas. Além disso, o estilo kitsch e o mais é mais da Gucci que a gente já conhece e ama! 

Teve muita alfaiataria, xadrez, listras e brilho com aplicações e acessórios com brilhantes;

Clash de estampas e cores, naquele mood exagerado (que eu amo!);

 

Peças com cara vintage, a versão do dad sneaker da marca (cheio de brilhantes removíveis em volta), looks com referências culturais de todo o tipo (como esse lembrando templos japoneses na cabeça);

E também teve muito bordado, brilho, florais, logomania em uma tabela de cores variada mas em tons mais sóbrios e opacos com um toque de vermelho, a cor da estação! Nos detalhes: muita referência esportiva nos calçados e o acessório da vez são as meias: meia calça colorida, com logo, transparente, com estampa e as meias 3/4 usadas bem aparentes no look. As meias já foram bastante usadas nos desfiles da NYFW e a Gucci reforça a trend. Será que pega?

 

Em resumo, Michelle conseguiu traduzir através das roupas criadas por ele os estados internos das pessoas, representando o que acontece com a gente assim que nossos cérebros se conectam com a super carga de informação que recebemos hoje em dia. Pra mim, esse é o verdadeiro sentido e a essência da moda: chocar, impactar, passar uma mensagem através das roupas e do seu contexto. 

 

Quem aí também ama esse tipo de desfile? Comentem o que acharam da coleção!

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