Escravidão na moda - ela ainda existe e você pode ajudar a combater!

Esses dias vendo stories no meu insta fui surpreendida com as meninas do blog Desavesso falando sobre o Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo. Não sabia da existência da data e depois, rolando o feed, vi mais posts falando sobre o tema - já que eu sigo muita gente da área de moda consciente e de sustentabilidade. Acabei falando nos meus stories sobre o dia e o assunto, e como sempre quando abordo escravidão na moda, vi pessoas se surpreendendo por ela ainda existir. Infelizmente, é real: a escravidão no nosso país ainda existe. E o que você veste pode facilmente ter sido fruto desse trabalho, mesmo sem saber.

 

Como o trabalho escravo funciona na moda?

 

Esse é um grande motivo para o qual eu decidi, quando tomei consciência, à não consumir mais de diversas grandes lojas e marcas. Mas antes de falar sobre como identificar e não contribuir para isso, vamos falar sobre como é o mercado da moda para grandes lojas, marcas e magazines. A maioria das roupas vendidas não são de fabricação própria, são terceirizadas para oficinas menores por todo o país. Porém, nem sempre as marcas e lojas fazem o devido monitoramento à essas oficinas, para comprovação das condições de trabalho de quem faz as roupas. E como o lucro infelizmente acaba falando mais alto, tais lojas já não pagam muito para as oficinas, e essas, por sua vez, pagam muito menos do que deveriam para seus funcionários, além de submeterem os mesmos muitas vezes à condições análogas à escravidão. Locais de trabalho sem higiene alguma, com funcionários morando no local em condições deploráveis, recebendo centavos ou no máximo R$ 1 por peça confeccionada. Os valores chegam a ser até 139 vezes menores do que o valor de venda final da peça na loja.

 

Em 2014, nessa oficina clandestina em São Paulo, o Ministério Público do Trabalho encontrou 13 trabalhadores bolivianos que costuravam peças para a marca Fenomenal. Haviam crianças no local, que também servia de moradia e refeitório para essas pessoas.

 

Mas como vou poder ajudar a combater?

 

Não compactuando/financiando esse tipo de coisa e ajudando a conscientizar as pessoas à sua volta. Pode parecer muito radical ou difícil, mas não é! Tudo na vida é uma questão de se habituar, e só quando as pessoas adquirirem conhecimento sobre como suas roupas são feitas e pararem de consumir algo vindo de escravidão é que a situação vai mudar. E para te ajudar, temos alguns mecanismos:

 

App MODA LIVRE - Um aplicativo sensacional, criado pela ONG Repórter Brasil, que tem registros de mais de 100 marcas brasileiras (ou que fabricam no país) e as avalia quanto à denúncias e ocorrências de trabalho escravo, transparência e fiscalização das terceirizadas ao público, ações para combate ao trabalho escravo, entre outros pontos. Você pode ver os relatórios e saber se a marca que você quer adquirir é indicada ou não. Dá pra baixar tanto em Android como em iOS.

 

Índice de Transparência Fashion - Feito pelo Fashion Revolution Brasil, o documento faz uma análise de 20 grandes marcas varejistas brasileiras quanto à transparência sobre suas políticas e práticas, além de impactos e ações sociais e ambientais. Dentre as marcas, C&A, Zara, Renner, Marisa e Hering estão na análise.

 

Google - Pesquise no google! Uma simples googlada na marca que você deseja consumir pode trazer muitas informações e notícias relevantes para você saber se essa marca já teve denúncias ou indícios de trabalho escravo.

 

Ler e se informar em canais específicos - Acompanhe blogs/sites e redes sociais de projetos que abordem sobre moda consciente: esses canais de conteúdo vão te ajudar a consumir de marcas e lojas de produção confiável e sustentáveis, além de informarem sobre novas marcas/lojas denunciadas com trabalho escravo. O Pra Sempre 30 é um deles, mas existem muitos outros de conteúdo bom nesse sentido, como: Repete Roupa, Giovanna Nader, Chiara Gadaleta, Desavesso, André Carvalhal, Fashion Revolution Brasil e Portal Eco Era. 

 

Explore o consumo alternativo - Consuma de marcas conscientes e sustentáveis em sua cidade ou na internet, consuma de produtores locais em feiras, procure brechós e bazares (tanto aí onde você mora quanto na internet), mande fazer roupas em uma costureira. Tem muitos posts aqui no blog indicando marcas e brechós que se encaixam nesses padrões! Leia e descubra todas elas pesquisando "moda consciente" no campo de busca.

 

Também deixo pra vocês esse vídeo super didático das meninas do Desavesso, que explica o que é trabalho escravo contemporâneo e dá várias dicas de como você pode consumir sem compactuar com isso.

 

Agora que você já sabe mais sobre o assunto, o poder está em suas mãos! Vamos contribuir para um mundo melhor e mais justo para todos também? Acompanhe o Pra Sempre 30 no Instagram também e aprenda a consumir menos, de forma consciente e melhor.

 

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